Quem é jogador e tem orgulho de o ser, sabe que a sua paixão nem sempre é partilhada por quem mais gostaria. Afinal, entre os jogadores contam-se putos idiotas que passam mais tempo a jogar do que a respirar, futebolistas cretinos que nem sabem os nomes dos jogos [e que eu, sinceramente, julgo que precisam de apoio técnico para ligar a consola], o ocasional adolescente reprimido que pega em armas de fogo e resolve exterminar os colegas para se suicidar em seguida e que constitui o principal grupo alimentar do Jack Thompson, os membros dos gangs que entre um assalto a uma bomba de gasolina e uma razia no comboio dão uns toques num ou noutro jogo…enfim, diga-se que não há muitos embaixadores respeitáveis dos jogos de vídeo.

“Os jogos devem ser levados a sério, são uma forma de arte como outra qualquer e eu sou um apreciador, como podem ver.”
Mas agora, Yggdrasil mostra-vos um senhor, perdão, um Senhor que partilha connosco esta paixão e que se encontra numa posição de relevo – se eu vos disser que existe um indivíduo que aprecia jogos de vídeo, que é seguído por milhões de pessoas e que é um interveniente importante nos destinos de um país, como é que vocês reagiriam? Se forem mais novos, é o tipo de coisa que vos pode fazer dizer “Mãe, mãe! Este senhor é importante e gosta muito de jogar! Vês como não tem mal nenhum?”.
Pois bem, aqueles que vêem telejornais de certeza que já ouviram o nome deste indivíduo: Moqtada al-Sadr. Trata-se do líder do Movimento Sadrista do Iraque – um movimento que tem esse nome por causa do…bem, já perceberam – e é o braço político do Exército do Mahdi, uma milícia criada pelo próprio Moqtada em 2003 e que protagonizou vários enfrentamentos violentos contra as tropas norte-americanas no Iraque.
Ora bem, o que tem tudo isto a ver com jogos, podem perguntar? Simples, Moqtada al-Sadr é um grande jogador, grande ao ponto de quando era mais jovem e se encontrava a estudar na escola islâmica, ter chumbado no seminário e ter recebido a alcunha de “mullah Atari” pelos seus colegas. Como podem ver, deve ser bom tipo.

E ainda lhe chamam fundamentalista? É urgente atingir um melhor entendimento entre os povos.
Como eu estava a dizer, é muito importante que tenhamos figuras de peso a defender esta nossa paixão, uma vez que o mercado cresce mas continuamos a ver um certo alheamento da sociedade em relação ao fenómeno – algo que o nosso colega Moqtada está a tentar mudar, a um atentado suicida de cada vez. Note-se que a vida de Moqtada já não é só jogos e bombas – depois de ferozes combates com as forças norte-americanas e iraquianas, o Moqtada lá fez uma trégua – possivelmente porque onde ele morava a electricidade já era pouca e não era possível jogar Halo durante mais de uma hora.

Reacção em Bagdade, depois de ter sido anunciado o adiamento de Brawl para Junho.
Acerca da sua milícia, o Exército do Mahdi, convém realçar o seguinte: no Islão xiita [ramo professado por Moqtada], a figura do Mahdi surge como a do redentor que irá surgir na Terra aquando do final dos tempos. Mude-se a interpretação religiosa, e o Mahdi pode ser adaptado a quase tudo: pode ser o Duke Nukem Forever, pode ser o dia em que a PlayStation 3 ultrapassa as vendas globais da XBox 360, pode ser o dia em que a Nintendo resolve criar uma nova personagem de bandeira, pode ser o dia em que surge um novo Sonic decente, pode ser o anúncio de Metal Gear Solid 4 para a XBox 360…acho que me estou a fazer entender.

Em Fallujah, as lan parties são muito, muito intensas. Às vezes, quando facções rivais se desentendem, acabam nisto.
Quando voltarem a ver a figura de Moqtada al-Sadr na televisão, nunca pensem nele como um terrorista ou um radical islâmico – pensem nele como um aliado, alguém que partilha esta nossa paixão e onde podemos ver isso nas suas acções, quem mais é que formaria uma milícia destinada a dar as boas-vindas ao Duke Nukem Forever?!

“Sony, foste avisada, mas não nos ouviste. Prepara-te para as consequências.”
Quando este senhor for ayatollah e tiver o poder de redigir fatwas, aí sim meus caros, vamos chegar ao zénite – comecem a enviar-lhe fan mail porque no dia em que ele chegar a essa posição de relevo no clero xiita, vai poder emitir fatwas ameaçadoras cada vez que nos sentirmos defraudados. Acham que a Square-Enix fazia isto se tivesse de enfrentar uma milícia armada até aos dentes?

“Se Final Fantasy XIII não chegar até ao final de 2008, faremos um banho de sangue para mostrar do que somos capazes.”
Por: Yggdrasil


“Em Fallujah, as lan parties são muito, muito intensas. Às vezes, quando facções rivais se desentendem, acabam nisto.”
LOOOOOOOOL
Parabéns pelo post, Yggdrasil!
lol, mullah Atari
Bom post.
É impossível atingir a paz, SC é melhor que VF
Hell Yeah!
Mau, vê lá se queres levar com a ira de Allah
Ui, isso é que não ;____;
Devia ter metido uma imagem do Moqtada a dizer algo do género “e para os cães infiéis que zombam do legado da Atari, as chamas do inferno os aguardam!”.
Que fake, o Brawl já saiu em Bagdade já faz uns meses.
… xD LOLOL que post hilariante, dá vontade de meter um link no FNintendo pra isto e tudo
Então põe pá
o autor autoriza!
Excelente post Yggsdril! lol!
fudónico!