[Análise] Metal Gear Solid (PS)
Metal Gear Solid
Ano: 1998/1999
Plataforma: Playstation (PS)
Género: Acção/Aventura

Desde pequeno achei piada aos filmes em que o personagem tem que se esconder do mau (ou maus) e sorrateiramente, fora do seu campo de visão, ir fazendo tudo e mais alguma coisa (sempre escondido) aproximando-me do objectivo e então… completar o meu objecitvo. Se isto nos jogos do Harry Potter quando faz disparates é desinteressante, frustrante, aborrecido e desinteressante; em Metal Engrenagem Sólido este é o conceito explorado no jogo.
A Playstation expandia e conquistava o mercado das consolas, e o mercado 3D estava cada vez mais desenvolvido. Títulos como Tekken, Tomb Raider e Final Fantasy provavam que os jogos a 2 dimensões eram retrógrados (mas do ponto de vista de hoje, este jogo também é retrógrado, logo, encaixa-se no blog).
Metal Gear Solid enquadra-se na lista de “Títulos Obrigatórios” da primeira Playstation, sendo também encontrado (como quem diz, só se fosse há uns 10 anos), sendo lançado nos finais da década de 90, pelas mãos da Konami, que tinha lançado há pouco tempo o Dança Dança Revolução.
Solid Snake é um tipo durão macho-man que é espião e brinca às escondidas em part-time, especialmente em bases secretas de inimigos com todo o tipo de armamento nuclear. A sua missão consiste em infiltrar-se numa base secreta de uma organização de nome FoxHound, e neutralizar uma arma nuclear desenvolvida por esta, o Metal Gear REX – um mecha que lembra um Tiranossauro, portanto, involvendo também o governo americano – não sendo costume da época os jogos terem histórias com componentes políticas, o que elevava o grau de hardcore de Metal Gear Solid.
Escondendo-se fora do campo de visão enquanto se progride rumo ao objectivo, Snake deve evitar despertar a atenção das forças antagónicas, tendo que as neutralizar quando e se possível. Obtendo também pelo caminho, chaves que abrem novos acessos, ou armas para derrotar os bosses ou inimigos com maior eficácia. Isto, enquanto se recebe instrucções via-rádio de um tipo que provavelmente estará com o traseiro chapado numa cadeira de escritório. Alguém tem que fazer o trabalho complicado.
Não queres vir cá tu?
O jogo ocorre muitas das vezes em locais fechados, dentro da base, pelo que em termos de ambiente pode-se tornar algo repetitivo, escuro ou cansativo. Fora esses casos, ou estamos em cima de edifícios, ou lá fora no meio da neve (o jogo ocorre no Alasca) ao frio. Não é um jogo que seja bastante colorido, nem é um jogo rodeado de escuridão, habitua-nos a um leque de cores constante que traça bem o ambiente e o desenrolar da história.
A jogabilidade é intuitiva e fácil de aprender, um pouco mais complicado de nos habituarmos, sendo possível que às primeiras vezes um jogador possa confundir as teclas, que nem sempre nos são apresentadas. O jogo é constante, tendo, regra geral, tarefas sempre parecidas ou iguais, interrompidas ocasionalmente por cut-scenes elaboradas.
De salientar que é proibido fumar.
O jogo foi muito bem recebido, foi um sucesso de vendas (6 milhões de cópias) e tornou-se um franchise (derivado do original velhinho Metal Gear) que dura até aos dias de hoje (foi lançado no ano passado o Metal Gear Solid 4), sempre em consolas Playstation, com alguns spin-offs na Playstation Portable, com a excepção de Twin Snakes para a Game Cube.
Graficamente, o jogo é bastante evoluído para o padrão da época, sendo o “altes gráfiques” dos anos 90, com texturas elaboradas e personagens 3D perceptíveis.
Apenas com uma ração rica em vitaminas e armado até aos dentes nos é possível defrontar inimigos em bolinhas azuis.
Metal Gear Solid conta com temas que nos ficam na cabeça e marcam a série, ou nos passam despercebidos dada a tensão do estilo de jogo. É capaz de nos prender por umas boas horas, tendo três níveis de dificuldade, mas mais cedo ou mais tarde surge alguma vontade de voltar a pegar no dual-shock e jogar um título de acção stealth, no qual se demarca Metal Gear, um título divertido, maduro e apelativo que é um dos títulos mais importantes tanto para a Playstation e suas sucessoras como para a história dos videojogos.
Pontuação
Ambiente: 4/5
Controlos: 4/5
Design/Estilo: 5/5
Dificuldade: 4/5
Diversão: 5/5
Duração: 5/5
Extras: 3/5
Gráficos: 5/5
História: 5/5
Jogabilidade: 5/5
Música: 4/5
Replay Value: 4/5
Ao Fim de Contas: 53/60 (88%)
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Tags: 90s, accao, analise, gear, hideo, kojima, konami, metal, playstation, snake, solid, stealth
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January 10, 2010 at 11:50 am
Excelente análise! Metal Gear Solid é um dos meus jogos favoritos de sempre. Keep it up!
January 5, 2010 at 11:47 am
Boas
Vimos por este meio obter algumas informações.
OSVELHOSTEMPOS é um programa de Retrogaming/videojogos Português em formato de escrita e vídeo. Elaboramos retroanalises tendo como perspectiva o publico que viveu nos anos 80 e princípios de 90 o fenómeno dos videojogos. Se estas dentro da FNINTENDO é bem possível que já nos conheças.
Neste momento o projecto tem uma actividade bastante regular e aceitável para o mercado Português. No formato de vídeo no canal youtube temos cerca de 260.000 views, enquanto no blog contamos com quase 4.000 views desde a reabertura em Setembro.
Como os nossos dois projectos tem algo em comum, vimos por este meio solicitar uma parceria. Se estiverem interessados pudermos oferecer mais detalhes.
Convidamos desde já a consultar os nossos (modestos) sites:
http://osvelhostempos.blogspot.com/
http://www.youtube.com/osvelhostempos