Entrevista a Moacyr Alves Júnior, um dos maiores coleccionadores de jogos do Brasil

ah Brásiu, Brásiu, terra dji praia, do “xou dji bola” e do retrogaming, sim, “vidjiogame retrô” (ok, vou parar com o sotaque forçado). A realidade dos videojogos no Brasil é completamente diferente da nossa, lá existe uma grande cultura à volta do retrogaming onde podemos ver jogos novos a ser lançados, por criadores independentes, para consolas extintas há séculos ou rehash de consolas de gerações anteriores, como o exemplo desta espectacular Mega Drive 4:

Isto deve-se ao facto de os jogos novos terem preços absolutamente ridículos, ao que parece, um jogo de Xbox 360 chega a custar 250 Reais (110€, metade do ordenado mínimo no Brasil) o que leva os brasileiros a recorrer ao retrogaming ou à pirataria.
O seguinte vídeo é uma entrevista ao coleccionador de jogos brasileiro, Moacyr Alves Júnior sobre o seu novo projecto para tentar mostrar ao governo as vantagens que tem em baixar os impostos sobre os jogos de vídeo (o governo Português também merecia ser sodomizado à bruta por um selo IGAC feito de ferro, mas isso é outra história). O que começou como uma apresentação sobre este projecto, foi avançando para um debate super interessante sobre todos o tipo de temas relacionados com os jogos, pirataria, violência, vicio, mercado indie, comunidade gamer, etc.

btw, embora concorde a 98% com o que o senhor Moacyr Alves Júnior diz no vídeo, ele baixou na minha consideração quando disse que a Wii era só brincadeira e as outras eram hardcore com conteúdos mais adultos. Há que acabar com este preconceito.

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