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Novos tempos? April 15, 2010

Posted by progamer in : Notas Editoriais , trackback

Não sei se se recordam do último artigo crítico que leram neste blog (sim, este) e tendo ou não ficado bastantes pontos por esclarecer um pouco melhor (acredito que tenham ficado), não é propriamente desse tema que vos trago hoje. Quer dizer, de certa maneira até é, não fosse isto uma enorme “rede” interligada entre si, onde tudo está em constante mudança.

Já Camões o dizia, não obviamente neste contexto mas os seus versos aplicam-se melhor que nunca:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

[...]

Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

A mudança que estou a falar, ao contrário do nosso grande português, é a mudança que a indústria tem vindo a sofrer. Aliás, todos nós sabemos isto: a Wii conseguiu cativar aquilo a que se chama de non-gamer (o não jogador) a usufruir da sua máquina de entretenimento digital, conseguindo um sucesso incrível e inesperado. Não é por acaso que a Microsoft e a Sony vão lançar, futuramente, Project Natal e Move, respectivamente. Se vão a tempo de combater a Wii? A ver vamos!

Mas terá realmente mudado a vontade dos consumidores? Terá sido esta mudança de mercado uma mudança não esperada? Afinal, poderá isto representar The End of Hardcore Gaming? Ou se preferirem The Rise of Casual:

The Hot plataform is the net.
The Hot audience is the non-gamer.
The Hot feature is other player.
The Hot tecnology is connectivity.
The Hot game is a mini-game.

Ralph Koster, 2007

E, desta vez, não irei (pelo menos para já) discorrer mais sobre o assunto. Se esta é ou não a  reviravolta do que estamos habituados,  ainda é cedo para sabermos. Agora se é mais fácil para uma empresa viver do lucro fácil obtido com o casual gamer ou com o hardcore gamer, tudo tem os seus pontos de vista! Agora, se bons jogos não forem feitos, lá se vai o único mercado que está, pelo menos até agora, garantido: os hardcore. E depois disso, é uma questão de sorte: os casual gamers podem não durar para sempre, é verdade, mas enquanto duram dão lucro e a Nintendo que o diga!

Está dito o suficiente! Agora cabe a cada um de nós sermos bons entendedores e, assim, escolhermos a nossa posição neste “combate”: a diferença entre ser um casual gamer ou um hardcore gamer, é como a diferença entre ser sartreano ou espinosista, entre realista e abstraccionista ou entre essencialista ou anti-essencialista; por muito que queiramos, não há uma posição intermédia!

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