Little Big Planet 2 – Análise

Qual é, actualmente, a mascote da Sony? Não, não é Solid Snake, nem Kratos, nem Ratchet ou Nathan Drake. A mascote da Sony é o Sackboy, ou em bom português, o Sack Coiso! E ele (ou ela) está de volta, com o segundo jogo de plataformas exclusivo da Playstation 3, Little Big Planet 2. O primeiro jogo da série foi imediatamente um êxito, e levou a palavra comunidade a um novo nível. Será o segundo um bom sucessor?

Numa primeira abordagem, o jogo parece ter mudado pouco. O estilo inconfundível, a cor e a criação estão, novamente, de mãos dadas. Se deixassem alguém jogar apenas 5 minutos deste jogo, diria talvez que se tratava do primeiro Little Big Planet, e não a sua sequela. Mas, com algum tempo de jogo, notamos que nos encontramos enganados. E que bem sabe estar enganado!

Passando para o modo estória, temos aqui uma das mudanças benéficas ao jogo. Enquanto no primeiro esta tomava o segundo plano para os níveis online, considero que desta vez a maior diversão está neste modo. Basicamente, tudo está bem no mundo de Little Big Planet, até que um monstro gigante, de nome Negativitron, ameaça acabar com tudo e escravizar os seus habitantes. E cabe a ti, Sack Coiso, e se quiseres a mais três dos teus amigos, acabarem com a raça desta máquina maquiavélica. Enquanto tentas completar esta demanda, vais conhecer bastantes personagens, todas muito silly, mas intrigantes e cheias de humor. Posso mesmo dizer que há uma ou duas que são memoráveis.

Com esta estória palerma, mas que cabe no ambiente também palerma do jogo, com níveis espectaculares e bastante inteligentes, cada mundo toma agora o papel de te introduzir a uma nova máquina. Num nível, podes estar a deitar bolos da cabeça, noutro a apagar incêndios, noutro a conduzir um gerbilo eléctrico, ou um coelho. Todos eles terão papel na destruição do Negativitron, que nos leva a um dos níveis mais épicos da série. É jogo para te durar 5 horas ou 50, porque à sempre pontuação para bater, goodies para recolher, ou simplesmente a vontade de se repassar um nível muito bom. E acredita que isto vai acontecer bastantes vezes.

No modo de criação, tudo está mais fácil, com as dezenas de tutoriais que te ajudarão e muito. Não passei muito tempo neste modo porque, sinceramente, ainda consome muito tempo, e mais importante de tudo, ideias, que são por vezes difíceis de concretizar. No entanto, a julgar pelos níveis que temos disponíveis online, esta é uma boa altura para se ser criador.

Finalmente, o online. Engane-se quem pensa que Little Big Planet 2 é um jogo de plataformas. Na verdade, ele é também um shooter. E um brawler. E um simulador de veículos. E um fighter. Na verdade, LBP2 é o que tu desejares. Podes passar de um jogo de basquetbol, ao Lunar Lander. E há níveis que simplesmente são magníficos, com cutsceans, estórias e sequelas. Este é um exemplo fantástico de que, se os produtores derem as ferramentas necessárias, uma boa comunidade pode fazer o seu próprio jogo.

Os níveis encontrados no primeiro LBP estão também aqui, e é fácil distinguir os bons dos maus. Sinceramente, se tiver jogado 50 níveis online, 5 são simplesmente maus ou inacabados. Infelizmente, nem tudo são rosas. Jogar com mais do que um jogador em níveis que não sejam versus (níveis em que até quatro Sack Coisos se defrontam) pode ser frustrante por problemas de câmara. Também, o online sofre de alguma lentidão, ao carregar jogos, e mesmo durante, acontecendo demasiado frequentemente não conseguirmos seguir os nossos amigos quando há telas de carregamento a meio dos níveis.

Graficamente, o jogo não é nada de mais. No entanto, onde LBP2 brilha, é sem dúvida a nível estético. Um jogador mais desatento pode dizer que o jogo pouco mudou esteticamente, mas apenas a nível visual, porque a nível sonoro o jogo é espectacular. A juntar ao estilo muito próprio está uma trilha sonora espectacular com um ou dois temas memoráveis. Quanto à dobragem portuguesa, Nuno Markl está de volta, como narrador, com tiragens muito engraçadas e acima de tudo, sentimos que há uma boa entrega e que não estamos a perder nada ao optarmos por não ouvir a versão original. Quanto às vozes dos personagens durante alguma das cutsceans do jogo, há umas melhores que outras, mas todas fazem um trabalho decente a dar vida a estas, à excepção da irritante Victoria, que simplesmente tem uma voz… irritante!

Este não é um jogo perfeito, nem o tenciona ser. Mesmo que por vezes queiramos ficar chateados com a câmara instável ao jogarmos com amigos, ou com os controlos nem sempre perfeitos, o que fica, no final, são os sorrisos de orelha a orelha, são as gargalhadas, é a diversão que partilhamos com os nossos amigos, com os nossos familiares. É, sem dúvida, um daqueles jogos que é direccionado dos 8 aos 80 anos. Como jeito de resposta à pergunta inicial, não, este não é um bom sucessor. É mais do que isso! É mais do que um jogo! É uma sequela fantástica, e é milhões de jogo num só! Do que estás à espera? Junta-te a nós!

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