[QUEM DIRIA] Marketing da M$ transforma o impossível: jornalistas em istas!
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abul-fadl nadr al-atrabulusi | 25 de Setembro de 2009 às 20:52 | 11 Comentários
Por: abul-fadl nadr al-atrabulusi | 25 de Setembro de 2009 às 20:52 | 11 Comentários
O mundo girava e era redondo. Até que a Microsoft descobriu que o nosso planeta era ligeiramente achatado nos pólos.

Ou seja, algo de muito, não sei, mas pelo menos apoucado será, deve ter acertado (em cheio) na Microsoft para começar a lançar sem qualquer lógica aparente, jogos e mais jogos do Halo. Ou melhor, com Halo no nome, que o verdadeiro Halo são só três jogos e só mostra metade de uma pistolinha mais, ou menos, barulhenta e destruidora.
Sim, a Nintendo também faz o mesmo com o Mario, mas convenhamos: a Nintendo há muito que está a destruir o mundo dos videojogos com os seus jogos coloridos e acéfalos. Agora a Microsoft? A minha alma está parva.

Depois é claro, a confusão começa a ser tanta com Halo para a direita e Halo para a esquerda, que até na Microsoft se perdem. Por exemplo, o Halo: Recon. Inicialmente, não passava para o “Universo” Halo, de algo semelhante ao que a expansão The Frozen Throne foi para o Warcraft III. Mas isto foi no inicio…
Por entre inúmeras tentativas de explicar o jogo (e era mais assim e depois já era mais assado), a verdade é que nunca ninguém conseguiu entender bem o conceito de ter um quarto jogo numa trilogia e a “coisa” continuar a ser uma trilogia (o termo spin-off tem toda uma complexa filosofia para poder ser empregue, não é cá com três cantigas, então!), eis que foi revelado de forma singela o preço: US$60.
Ou seja, full price.

Como quase ninguém… ou melhor: como todos se estavam a borrifar para este jogo com Halo no nome, e com um preço desses para o que era suposto ser apenas algo parecido a uma expansão, então ainda menos (ou mais a borrifar ainda, depende da perspectiva…), a M$ tentou de tudo para o hype continuar em doses estratosféricas. Até as coisas mais parvas e inimagináveis em pleno século XXI (esta do século XXI fica bem em qualquer texto, neguem. Confere-me um certo ar de vanguarda. Gosto disso!).
Os homes estavam tão entretidos a fazer uma expansão que sem se darem conta, colocaram imensas pistolinhas e monstrengos para matar, que não se coadunam em quantidade com o preço de uma expansão.
Pode-se dizer que foi esta a explicação oficial, sem se perder o rigor jornalístico. E para não haver dúvidas, até o título foi alterado para um simpatiquíssimo Halo: ODST. Seria certamente um bom nome para uma qualquer nova doença sexualmente transmissível, mas a M$ achou por bem usá-lo como nome de jogo. Haja coragem!
Agora, começaram a chover as reviews e é o choro.

É que os senhores analistas (não os maluquinhos da cabeça que cospem cascalho em jeito de previsões; os pseudos, os tais que dão as notas aos jogos) estão a queixar-se de que o jogo é demasiado curto. Coisa para umas curtas 5 a 10 horas em modo single player, lamentavelmente pouco para um jogo a full price, dizem eles. Ashley Cheng (director de produção, Bethesda), já indicou que tudo não passa de um problema de marketing da Microsoft e da Bungie.
Um problema de marketing com o jogo com todas estas trocas e baldrocas e tanta conversa só para o conseguir explicar? Lá agora…
Agora, o que me preocupa verdadeiramente é a qualidade de vida dos homens e mulheres que se dedicam profissionalmente a analisar jogos, quando descobrirem que o Gears of War 2, CoD, Killzone 2, <inserir aqui jogo de pistolinha com altes gráfiques hypado até mais não pelos hardcore gamers>… também têm entre 5 a 10 horas de duração em single player. Vai ser o Carmo e a Trindade, só posso imaginar.
Mas temos de ser fortes e não espetar objectos letais nesses sujeitos, antes sim ter uma profunda compaixão por eles, pois, aparentemente, apesar de profissionais do “analismo”, também não passam de presas fáceis do marketing. Não passam de simples vitimas a quem Deus, por puro acaso, lhes deu a possibilidade de escreverem em locais com visibilidade, onde qualquer outro poderia estar.
Por isso, é claro que Halo: ODST é curto e os outros são muito mais longos. Não devemos contrariar quem é estúpido, pois isso poderá trazer problemas nefastos e auto-destruidores para esses homens e mulheres. E ninguém quer isso. Ou isso.

Fonte [ GamesIndustry ]
Por: Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi

“Halo: ODST. Seria certamente um bom nome para uma qualquer nova doença sexualmente transmissível”
lol. Já tinha pensado exactamente no mesmo! xD
“Halo: OMGWTFBBQ”
Bem, para mim a campanha está a dar-me mais gozo que a do Halo 3 e banda sonora está infinitamente melhor.
FODASSE… ainda andamos a discutir FPS com comando ?
Auto aim FTW.. ou então não.
@emogrumpyuke
Ya, mas a verdade é que o jogo mesmo assim é caro comó raio.
Raro é o FPS que dura mais de 5 horas. Não sei o que o Abul tem jogado na sua GameCube, porque nem os criadores do Metroid Prime chamam aquilo de FPS.
O jogo também traz outro disco com o multiplayer do Halo 3 com todos os map packs que se venderam entretanto.
Mas Halo não merece mais que 15 euros, pshhh overrated.
Eu fico com a impressão que o pessoal devia ler a última parte do artigo mais atentamente
@BigLord: É tão caro como a maioria dos jogos nextgen, infelizmente. Tu é que estás habituado a comprar jogos jogos Wii. :3
@emo: I trolls u ;P
Also, é Halo 3: ODST. GET IT RIGHT! HNNNNNNNNGGGGGG!
@emogrumpyuke: exactamente
E, ironias das ironias, o jogo em Portugal até saiu com o preço de 49€. Ou seja, nem é full price, é Wii price.
Estou tão entusiasmado com ODST que só devo tocar no disco lá para Dezembro, e muito levemente